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Chega de Estultice – estudo etimológico das palavras Umbanda e Kimbanda | Parte 1

Chega de Estultice – estudo etimológico das palavras Umbanda e Kimbanda | Parte 1

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INTRODUÇÃO

Muitos escritores de livros de Umbanda separam Kimbanda de Quimbanda, o que é um grande erro! São apenas grafias diferentes, a primeira é a representação gráfica da língua Quimbundo ou Umbundu e a outra do Português, que significam a mesma coisa. Os portugueses transliteraram a palavra kimbanda para quimbanda, sendo este termo mais utilizado fora de Angola.

Crê-se, no Brasil, infelizmente, que Kimbanda ou Quimbanda seria uma prática de “magia negra”, com a utilização dos Exus e Pombagiras – Bombogiras, Pombogiras (do Kimbundo:

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Mpambu Nzila (ou Njila) – “Caminho que se entrecruza”) para a realização de feitiços e trabalhos maléficos. Dão a essas entidades o status de criaturas malévolas por excelência, sendo a Kimbanda o culto ou prática onde eles devem se manifestar. O intuito desse artigo é evitar esse entendimento errôneo.

Quero destacar, inicialmente, que a Kimbanda (ou a palavra em português Quimbanda) não tem nada a ver com os demônios da Goécia, “Magia Negra”, ou qualquer coisa nesse sentido, nem mesmo o trabalho exclusivo com Exus e/ou Pombagiras. Esse entendimento também é errôneo! O panteão da Kimbanda possui todos os seres que se manifestam na Umbanda e em outros cultos afro-brasileiros ou afro-ameríndios, tais como Preto(a)s-Velho(a)s, Caboclos etc.

Não se aguenta mais atribuírem à Kimbanda um culto satânico (no mau sentido) de destruição e morte. Chega dessas parvalhices e imbecilidades! Veem-se sites, aos montes, afirmando que Exu Marabô é o demônio Put Satanakia ou que Exu Tranca-Ruas é o demônio Tarchimache. Quanta irresponsabilidade! O pior é que muitos acreditam nisso!!! Apenas como esclarecimento: esses nomes vêm do livro chamado de Grande Grimório, escrito pelo Papa Honorius I ou Honorius III (não se sabe ao certo), fruto da imaginação demoníaca que os católicos medievais tinham a respeito do mundo espiritual, que deveria ser habitado por demônios e seres malévolos.

Alguns ditos “acadêmicos” de Umbanda escrevem muitos disparates a respeito do vocábulo Kimbanda, tal como o “Mestre” Itaoman, influenciado pela Umbanda Esotérica de W.W. da Matta e Silva que diz, referindo-se a uma pretensa guerra mágica espiritual entre o “bem e o mal”:

Ergueu-se, assim, dos confins do Reino das Sombras, sob o impulso do ódio de uma das partes e da maldade da outra, do sangue derramado pelos dois lados, uma ‘Corrente Maléfica’, que atraiu os piores Magos Negros de todas as épocas, formando-se a ‘Kimbanda’, que é o ponto de perversidade das raças martirizadas. [1]

Nós não mais podemos ler tantos absurdos como, por exemplo, o que escreve MAES (1997, 165-166), “canalizador” de uma bazófia transmissão do espírito Ramatis:

o umbandista é o médium, o cavalo, o mago ou o filho do terreiro que deve praticar unicamente o bem; o quimbandeiro é o médium, o cavalo, o mago ou o filho do terreiro que pratica exclusivamente o mal. O primeiro é o intérprete das origens angélicas, o segundo é o marginal, o feiticeiro o discípulo das fontes diabólicas. [2]

Quanta imbecilidade em tão poucas linhas! Será que isso foi realmente “canalizado” de um espírito “de luz”, como se apregoa? É claro que não! Isso apenas representa a pequenez mental do pretenso médium, este sim nas trevas da ignorância! O que escreve é a vazão de seus pensamentos tacanhos e sem conhecimento, eivados por uma total ignorância da origem histórica dos cultos afro-brasileiros. É exemplo claro do racismo e intolerância que existe em nosso país.

A Kimbanda, assim como todos os demais cultos afro-brasileiros ou afro-ameríndios, tem panteão próprio, bastante semelhante à Umbanda brasileira e que não tem nenhuma ligação com o mal, com anjos caídos e com demônios. Aos idiotas e imbecis que pensam diferente só dou um conselho: aprimorem-se!!

Inicialmente quero destacar que este artigo tem como base a obra “O que é Umbanda”, de Armando Cavalcanti Bandeira (Rio de Janeiro: Ed. Eco, 1973, pág. 31-37), utilizando-se, ainda, várias fontes de pesquisa, inclusive de textos escritos em Angola e em outros países.

ANÁLISE

Tem havido muita confusão entre os termos umbanda e quimbanda, inclusive nos significados etimológicos.

Há páginas e mais páginas escritas sobre o uso do termo Umbanda. Quer-se acreditar que a primeira vez que foi empregado teria sido na famosa reunião espírita em Niterói – Rio de Janeiro, quando houve a segunda manifestação do Caboclo das Sete Encruzilhadas (no dia 15 de novembro de 1908). Este fato é o mito fundador da Umbanda. No entanto, é inverídico. Conforme exporemos ao longo deste artigo, ver-se-á que a palavra Umbanda já havia sido registrada no Séc. XVII em terras, hoje, Angolanas.

Queremos, de uma vez por todas, dizer que aquilo que as pessoas dizem modernamente ser Kimbanda ou Quimbanda não tem nada a ver com a origem do termo. O uso incorreto da palavra Kimbanda ou Quimbanda é fruto do mar de ignorância histórica que banha nossos Terreiros de cultos afro-brasileiros. A má fama da Kimbanda ou Quimbanda advém de desgraças históricas: a escravização e a imposição do cristianismo católico em terras Bantu [3].

No final do Séc. XV Dom João de Portugal enviou uma expedição ao Congo, comandada pelo navegador Diogo Cão, composta por padres, monges, soldados, camponeses e profissionais liberais com o intuito de formar uma sociedade nos moldes europeus. Esse envio foi em atendimento à requisição do Rei, o Manicongo, que foi batizado Católico e queria que seu reino fosse como a Europa. O Manicongo enviou seu neto a Roma (Vaticano) para estudar e se tornar Padre. Este, Dom Henrique I, foi o primeiro Bispo negro (1521). O Manicongo e seus sucessores obrigaram todos os súditos a se tornarem católicos. No entanto, essa não foi uma opção agradável a eles, sendo que muitos preferiram se manter ligados a sua religião tradicional.

Dessa forma, aqueles que praticavam o catolicismo eram considerados “homens de Deus”, pois seguiam uma religião correta. Aqueles que seguiam a religião tradicional, como a Kimbanda, entre outros cultos tradicionais bantu, foram considerados “homens do diabo”, pois professavam uma religião primitiva e atrasada, típica do demônio. Esse entendimento chegou até nós por meio da escravização, pois os que se negavam a se converter, de boa vontade, ao catolicismo eram feitos escravos.

Em que pese a negativa de conversão, ainda assim, antes de serem embarcados nos navios negreiros, os escravizados eram “batizados” à força. “Em Angola os escravos eram batizados enquanto aguardavam embarque nos barracões dos portos portugueses quando recebiam um nome cristão”.[4] O batismo católico compulsório, feito antes do embarque nos navios, não livrava os escravos de serem humilhados pelos traficantes, que os tratavam como “seguidores do demônio”.

Ao chegarem aqui, esses escravizados continuaram com sua prática religiosa, mesmo sofrendo todo tipo de perseguição, utilizando-se de vários subterfúgios para isso, como a sincretização de seu panteão com os santos católicos, por exemplo (algo que já havia acontecido em África e não somente nas Américas). Aliado a isso houve uma incorporação do valor “ser do demônio” como uma estratégia de proteção, pois ao assumirem serem adeptos da Kimbanda causavam medo nos senhores feudais e em outros negros, que, por receio, muitas das vezes, não os agrediam e lhes davam um status superior.

Além da escravização e da imposição do catolicismo na África há outro motivo que nunca poderá ser olvidado: o preconceito, oriundo do racismo, conforme apontam Phaf-Rheinberger & Pinto:

A Umbanda vem de Angola. Neste país o termo [Umbanda] significa “medicina tradicional” ou “prática tradicional de cura”. Aquele que é responsável por essa prática médica é chamado de Kimbanda. No Brasil esse conceito angolano foi reinterpretado. Umbanda tornou-se algo como uma religião que promove o contato com o mundo transcendental, através da iniciação do médium (gn). Da mesma forma é usada, por vezes, como sinônimo do conceito brasileiro de magia branca (magia boa, magia de cura). A palavra Kimbanda surge no Brazil com a grafia Quimbanda, mudando-se totalmente seu sentido original. Não se refere mais a uma pessoa, mas a uma força oposta à magia de cura, sendo chamada de magia negra. Por que isso aconteceu? Reinterpretações possuem um propósito psicológico. Elas satisfazem as necessidades das pessoas que podem ser inconscientes. Estamos assistindo ao que uma sociedade essencialmente racista está fazendo com a terminologia africana. Enquanto a Umbanda, com uma prática de cura de fundo religioso, é aceita no Brasil, o praticante africano desta arte de cura não é aceito. Assim, a ideia original do termo quimbanda foi despersonalizada. Tornou-se um símbolo das forças do mal, da bruxaria. Os conceitos angolanos originais do termo foram reinterpretados em termos de uma dicotomia bastante racista, sendo o negro sinônimo de demoníaco e o branco de bondoso.[5]

Como bem aponta ORTIZ, houve, no Brasil, um abandono dos significados originais dos vocábulos Kimbanda e Umbanda, até opô-los sistematicamente, considerando Kimbanda como “magia negra” e Umbanda “magia branca”.

No Brasil ocorre uma separação da arte do Kimbanda, de sua pessoa de sacerdote-feiticeiro; o Kimbanda é expulso para a região da Quimbanda enquanto parte de seu saber, a Umbanda, é reinterpretado segundo os valores da sociedade brasileira. Uma curiosa inversão se opera: a Umbanda transformar-se em magia branca em oposição à Quimbanda, magia negra. [6]

Para BANDEIRA (p. 34) a palavra Kimbanda, oriunda da língua Quimbundo, não pode ser confundida com feiticeiro, pois designa funções diferentes: “o curandeiro é o Kimbanda, o feiticeiro é o Muloji”. Para afirmar isso, vale-se das palavras do Padre Antônio Miranda de Magalhães, que viveu muitos anos em Angola e publicou o livro Alma Negra, editado em Lisboa, em 1936, no qual afirma que o “mezinheiro, preparador de ervas, não deve ser confundido com o feiticeiro” [7]. Ilustra isso com uma expressão, em quimbundo, que define muito bem a diversidade funcional entre os dois: “O KIMBAND ‘EKI KI MULOJI É” (Este curandeiro não é feiticeiro); e outra frase: “NGEJIAMI UMBANDA” (Conheci a arte de curar).

BANDEIRA (P. 34) nos lembra que em 1894 Heli de Chatelain, em seu livro Folktales of Angola, registrava o termo Umbanda e Kimbanda e mostrava a sua derivação gramatical e significado, como é encontrado em qualquer dicionário Quimbundo, assim, nada há de mais claro e positivo. Isso vai de encontro aos inúmeros livros umbandistas que afirmam que o termo foi utilizado pela primeira vez no Brasil, quando do evento conhecido como a segunda manifestação do Caboclo das Sete Encruzilhadas. Ora, sabe-se que quando do início da Umbanda havia uma luta para dar um nome adequando àquele movimento. Primeiramente se pensava em usar o termo Embanda (uma corruptela clara de Imbanda, plural de Kimbanda, que será explicado ao longo deste artigo), porém não soava bem. Houve também, a proposta de se utilizar Alabanda, pois segundo alguns autores um dos espíritos incorporados por Zélio de Moraes era um malaio muçulmano (conhecido como Orixá Malet), portanto Alabanda seria traduzido como da “banda de Alá”. Entretanto, a melhor opção encontrada foi o uso do termo já grafado (desde o séc. XVII) e conhecido entre os descendentes angolanos, ou seja, o termo Umbanda.

Etimologicamente o substantivo KIMBANDA (que significa, em Angola, curandeiro, médico ocultista), sendo que ao se substituir o prefixo KI por U, forma-se um nome abstrato, o qual designa arte ou ofício. UMBANDA, então, é a arte de curar, ofício de ocultista.

BANDEIRA (p. 34) afirma, em sintética análise de obras que consultou (as quais foram referenciadas por este articulista para que o leitor possa, ele mesmo, aumentar suas pesquisas) que Umbanda teria os seguintes significados:

Termo da língua quimbundo, comum a várias tribos e línguas africanas especialmente entre os Umbundos e, segundo o etnólogo Carlos Estermann é bastante usado entre os Nhaneka-Umbi e igualmente conhecido pelos Cunhamas, embora nestes com menos frequência em seus cultos; entretanto não se restringe a Angola, pois, é encontrado na Guiné nos cânticos de invocação espiritual. Abrange alguns significados semelhantes: arte de curar, magia, segundo o Padre Domingos V. Balão e J. Cordeiro da Mata. [8] […] bruxaria, magia, arte ou magia de encantar. [9] […] ciência médica ou ciências médicas; originando-se de KIMBANDA, médico. [10] [….] arte de curar originando-se do verbo KUBANDA, subir, de onde deriva o vocábulo KIMBANDA, curandeiro, do qual resulta o substantivo UMBANDA. [11]

BATSTONE, por sua vez, traz definições ao vocábulo Umbanda:

A palavra Umbanda vem originalmente da língua Kimbundo (uma das línguas falada em Angola) sendo usada para descrever objetos religiosos e o líder religioso, também chamado de Kimbanda. No Brasil a palavra Umbanda foi aplicada, a partir dos anos 1930 (gn), para designar um novo sistema religioso de grande apelo para a classe média, que sintetizou elementos nativos brasileiros, bem como elementos africanos e europeus. Da cultura indígena se apropriou do herbalismo e da imagem heroica do Caboclo; dos africanos se apropriou de elementos rituais do Candomblé, da Europa absorveu o catolicismo popular e o espiritismo de Allan Kardec. [12]

O etnólogo e historiador Oscar Ribas, define a Umbanda como ciência de Quimbanda [13], referindo-se sobre a origem quanto ao termo “Kubanda”. BANDEIRA supõe que Kubanda se trata do verbo “subir”, pois o espírito “segundo a concepção bantu, vem de baixo (da terra) para cima, e não de cima para baixo, como os espíritas acreditam”. [14]

BANDEIRA (p.35) cita a etnologista Ana de Sousa Santos, do Instituto de Investigação Científica de Angola, que faz um estudo detalhado sobre o vocábulo Kimbanda e sua relação com o termo Kubanda:

Se na combinação de regras gramaticais se pode aceitar o modo como se articula o prefixo e radical de “Kubanda” para resultar “KIMBANDA”, e a relação desses vocábulos com Umbanda tal como apresenta Cavalcante Bandeira, de acordo com o que preceitua José L. Quintão , a verdade é que em razão funcional e etimológica do termo ‘Kubanda’ tal ligação deve ser rejeitada. Por isso, diz muito bem o autor: “Não podemos entender a modificação de sentido por falta de relação direta ou indireta da palavra ‘banda’ que hoje na concepção usada não tem qualquer relação com o Quimbanda. De fato, o termo “quimbanda” (quimbanda), a nosso ver não derivou de “Kubanda”, subir, galgar, mas certamente de “kubanda” (note-se que há variações e pronúncia) consertar, remendar. Ora, visto uma das funções do curandeiro ser exatamente a de consertar os males físicos dos mortais, é muito natural que dali proviesse sua origem, ou então de “Kubanda”, sinônimo de prescrever, visto que receita, aconselha, prescreve, etc (…) mas há mais, também ao verbo “kubanda” é atribuído o significado de desvendar. Outorgando-se à missão do “kimbanda” cuidar do mistério das enfermidades psíquicas que, como se sabe, para isso, esse agente recorre às cerimônias de adivinhação, assim se estabelece mais uma relação entre “Kubanda” e “Kimbanda”. Quanto à “kubanda” (ou banda) com o significado de subir, só aparece em toda a atividade de “quimbanda” e em práticas religiosas ou mágicas religiosas, pelo menos dentro do que temos conhecimento durante as sessões dos “ilundu” (espíritos), quando o médium começa a entrar em transe, mas só no sentido de incitamento e aplauso. Com respeito ao vocábulo Umbanda, se ele não pode servir para rotular um culto africano, como muito bem salienta Cavalvanti Bandeira, pode-se admitir que entre os bantos ele seja como que uma convergência de elementos culturais religiosos. Em Luanda, tem a Umbanda ainda hoje uma feição característica apreciável como expressão de um processo ritualista orientado por uma entidade – a mãe de umbanda – (Mamy ia umbanda) – ou pai de umbanda (Pai ia umbanda), conforme for o sexo feminino ou masculino. Modernamente há nesta sociedade quem traduza essa expressão por madrinha ou padrinho. [15]


[1] Itaoman, Mestre. Pemba: a grafia sagrada dos Orixás. Brasília: Thesaurus, p. 137, 1990.
[2] MAES, Ercílio. A Missão do Espiritismo. Rio de Janeiro: Ed. Do Conhecimento, 1967, pp. 165-166.
[3] Constitui um grupo etnolinguístico localizado especialmente na África subsaariana, que engloba aproximadamente de 400 subgrupos étnicos diferentes.
[4] BOXER, C.R. A idade de ouro do Brasil. São Paulo, Companhia Editora Nacional, 1969, p. 29.
[5] PINTO, Tiago de Oliveira. Crossed Rhythms: african structures, brazilian practices, and afro-brazilian meanings. In: PHAF-RHEINBERGER, Ineke & PINTO, Tiago de Oliveira (orgs.). AfricAmerica: itineraries, dialogues and sounds. Frankfurt: Vervuert Verlag, 2008, PP. 161-162.
[6] ORTIZ, Renato. A morte branca do feiticeiro negro. São Paulo: Brasiliense, 1990, p. 133.
[7] MAGALHÃES, António Miranda. A alma negra. In: Cadernos Coloniais, nº 40. Lisboa: Editorial Cosmos, p. 07, 1938.
[8] Apud BAIÃO, Domingos Vieira. O Kimbundu sem Mestre. Porto: Imprensa Moderna, 1946, p. 22 e MATTA, J. D. Cordeiro da. Ensaio de diccionario Kimbundu-Portuguez. Lisboa : Typographia e Stereotypia Moderna da Casa Editora Maria Pereira, 1893, p. 43.
[9] Apud ASSIS JÚNIOR, António de. Dicionário Kimbundu-Português. Luanda: Santos e Cia, 1884, p. 17.
[10] MAIA, Antônio da Silva. Lições de gramática de quimbundo (português e banto – dialecto omumbuim, língua indígena), apud GABELA, Amboim. Quanza Sul, Angola e Africa Ocidental Portuguesa. Luanda: Edição do Autor, 1964.
[11] Apud ESTERMANN, Carlos. Etnografia do Sudoeste de Angola: Os Povos não-Bantos e o Grupo Étnico dos Ambós. Lisboa: JIU, Vol. I, 1960a [29 canções; 23 adivinhas; 19 provérbios; 12 orações (e várias); 40 narrativas da Comunidade Ovambo] [12] BATSTONE, David B. et alli. Lieberation theologies, postmoderity and the Américas. New York: Routledge, 1997, p. 108.
[13] RIBAS, Oscar. Ilundu: espíritos e ritos angolanos. Porto: Edições ASA, 1989, p. 27.
[14] Cf. Id., pp. 24-32.
[15] SANTOS, Ana de Sousa. Subsídio etnográfico do povo da ilha de Luanda. In: Memórias e trabalhos do Instituto de Investigação Científica de Angola: estudos etnográficos: Luanda: Instituto de Investigação Científica de Angola, Nº. 2, p. 129, 1960.

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