Os jovens sem religião no Brasil são uma expressão de nossa modernidade religiosa. Esse fenômeno aponta para uma transformação religioso.
Senso Religioso
Espiritualidade não é religião. Desde que direcionei meu tempo e meu desejo à compreensão de como as pessoas vivenciam a espiritualidade, e o lugar que essa busca ocupa em suas vidas, essa frase me acompanha como uma amiga presente: espiritualidade não é religião.
Na Alemanha o projeto Lebensborn tinha como objetivo fazer com que as crianças fossem totalmente submetidas à educação do Estado nazista. No Brasil, esse papel foi encaminhado às famílias conservadoras. E onde podem ser encontrados esses pais capazes de alimentar um tipo de educação capaz de neutralizar o senso crítico da criança impondo sobre ela a não-realidade e a visão armamentista? Minha hipótese: no setor religioso.
A estrutura das religiões, bem como a expressão religioso, acontece por meio da linguagem, visto que somos nós mesmos seres de linguagem, nesse sentido, a verdade da fé depende dos corpos que vivenciam o fenômeno religioso e é traduzida para linguagem da música de acordo com a realidade viva.
A crise sanitária provocada pela pandemia do COVID-19 não apenas expos ainda mais as patologias sociais e política do país, como também, deflagrou uma crise de legitimidade religiosa – especialmente em determinados setores das igrejas evangélicas e católicas.
“Lembra-te que és pó e ao pó voltarás.” Escrevemos este texto no dia em que, institucionalmente, se inicia o grande retiro quaresmal, que pretende preparar cristãos de diversas denominações para Páscoa.
A comunicação entre o indivíduo e os seres que habitam este “outro mundo” se dá através de um forte “elo pessoal”.