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Relato de experiência: Formas de se trabalhar o Ensino Religioso com alunos com deficiência

Relato de experiência: Formas de se trabalhar o Ensino Religioso com alunos com deficiência
4 de março de 2021 Emanuele Gregório de Souza

Foto de NeONBRAND no Unsplash

Meu nome é Emanuele Gregório de Souza, sou formada no curso de Comunicação Assistiva: Libras e Braille, pela PUC Minas. No ano seguinte que me formei, 2013, fui trabalhar no Colégio Santa Rita de Cássia, no Barreiro, com um aluno que possui deficiência visual total e recebe auxílio em suas tarefas. O colégio é católico e visa valores éticos e morais na formação individual e interação social.

Para trabalhar esses valores, nas aulas de educação religiosa, utilizo de exemplos do nosso cotidiano que demostram de forma lúdica como podemos tratar as pessoas na sociedade em que vivemos. É muito importante para todo aluno, com deficiência ou não, ter exemplos que façam parte do seu dia a dia para compreender o que está sendo dito, os desenhos e animações são outra metodologia lúdica que podem ser utilizados dependendo do caso, por seu linguajar mais simples.

Quando as aulas são sobre o tema “respeito”, faço uma aula interativa com o aluno para ele entender e me dar um retorno sobre como ele prática a temática em sua casa, com seus colegas, e demais pessoas de seu ciclo de interação diária.

Quando há uma temática como o bullying, faço antes uma explicação, passo vídeos sobre o tema, e depois acontece uma conversa com os colegas da sala para que possam trocar suas ideias e conhecimentos uns com os outros. Nesse caso é trabalhada a audiodescrição. Vou descrevendo tudo no vídeo. Muitas vezes vejo o vídeo primeiro, destaco as coisas principais nos diálogos e vou explicando o que está acontecendo.

A audiodescrição é um recurso que traduz imagens em palavras, permitindo que pessoas cegas ou com baixa visão consigam compreender conteúdos audiovisuais ou imagens estáticas, como fi­lmes, fotografi­as, peças de teatro, entre outros. O recurso é direcionado ao público com deficiência visual, mas pode beneficiar outros públicos com outras deficiências e idosos. Ele é normalmente utilizado em produtos e serviços culturais, educacionais e de entretenimento, através da disponibilidade das descrições de diversas maneiras, permitindo um acesso mais amplo e completando uma deficiência que esses produtos e serviços tinham para contemplar a todos. A disponibilidade do recurso pode ser feita mixada ao áudio original em filmes, distribuída em fones receptores em teatros, acessada através de texto pelos softwares leitores de tela em livros digitais, disponibilizada em audioguias, entre outros.

Nas redes sociais também é cada vez mais comum o uso de hashtags como #pracegover ou #pratodosverem com descrições de imagens para tornar a internet mais acessível! (Fundação Norina Nowill).

Desta forma, acredito que o aluno além de assimilar os conteúdos não os  esquecerá, pois faz parte do que ele conhece e acredita vivendo em sociedade.


Referência
Fundação Dorina Nowill. Disponível em: www.fundacaodorina.org.br. . Acesso em 13 jan. 2021.

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