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Sequência didática: Conhecendo o braille

Sequência didática: Conhecendo o braille
4 de março de 2021 Jacqueline Crepaldi Souza

Unidade Temática: identidades e alteridades

Objeto de conhecimento: O eu, a família e o ambiente de convivência

Conteúdo: Valores/Diversidade/Respeito

Tema gerador: Conviver e respeitar

Duração: +/- 3 aulas

Habilidade: Desenvolver atitudes de cooperação, cuidado e respeito na convivência com pessoas cegas.

Área: Ensino Religioso, artes plásticas, música, ciências sociais.

Método: Sequência Didática na qual as conversas com os educandos orientam o trabalho

  1. Situação da realidade: Motivação – Ouvir a história: Quatro patinhas no muro (Elizete Lisboa – 2019)
  2. Tocar no livro e conhecer o Braille.
  3. Ouvir todas as perguntas dos educandos e tentar respondê-las.

 

Problemas ou questões: É fácil ler em Braille? Para que existe o Braille?

Como resolvê-los: Processo de análise: identificação e explicitação das diferentes questões que o conhecimento e a intervenção na realidade apresentam e delimitação do objeto de estudo. Os subtemas (anexo) que circulam a bolha central são aspectos ligados às aos temas sociais. Primeiramente, anotam-se, tema por tema, as descobertas e pesquisas dos educandos. Esses serão os aspectos a guiarem o trabalho.

Escolha do esquema de atuação: Em se tratando de Ensino Religioso, os instrumentos conceituais partem da visão de mundo da criança. Depois, os educandos podem pesquisar em revistas, livros, panfletos os temas estudados. As apresentações destas pesquisas têm lugar de destaque na sala de aula. Recorre-se a caixa de produtos que tenham escrita em Braille, livros, brinquedos com o Braille. Pode-se fazer uma entrevista com uma pessoa cega. Sugerimos a entrevista com a autora Elizete Lisboa (Disponível em: https://www.facebook.com/sabereseletras/videos/677462856172902)

Processo de aprendizagem do esquema de atuação e de seus componentes: Utilização do saber disciplinar: Pode-se relacionar o tema Braille à exploração bibliográfica; à produção artística de pessoas cegas como canções, danças (balé de pessoas cegas) e outros.

Aplicação na realidade: Os temas se integrarão para dar uma visão conjunta dos temas. Visão global e ampliada: na última aula da etapa ou da realização do trabalho, cada aluno leva suas produções para casa. Podem-se criar eventos, exposições ou celebrações para finalizar o trabalho.

Aplicação em situações diversas: Estratégias de memorização: As aulas de Ensino Religioso são registradas nos álbuns dos alunos. Os educadores também podem sugerir brinquedos em Braille para que os educandos, pessoas cegas ou não, tenham contato com o Braille. Por exemplo o Lego Braille Bricks[1]. A Fundação LEGO, em parceria com a Fundação Dorina Nowill, iniciou um projeto piloto para apoiar a alfabetização de crianças entre 4 e 10 anos. A partir de uma adaptação, os famosos bloquinhos de LEGO se tornaram uma incrível ferramenta de educação inclusiva e trazem o alfabeto Braille – único sistema para a alfabetização de crianças com deficiência visual – e o alfabeto convencional impressos.

A projeção é que, em 2020, os estudantes sejam beneficiados com 10 mil kits de LEGO Braille Brick, os quais serão distribuídos gratuitamente para escolas públicas, além de formar milhares de educadores para que possam fazer uso do recurso em sala de aula[2].

Os desenhos em alto relevo também são geniais: pegue uma folha de papel ofício, coloque debaixo dela pequenos formatos de estrela, círculo ou outro e colora. São muitas formas possíveis e muitas ideias criativas nascendo com estas formas.

conhecendo braille revista senso

Notas
[1] Disponível em: www.legobraillebricks.com. Acesso em: 07 de janeiro de 2021.
[2] Disponível em: fundacaotelefonicavivo.org.br. Acesso em: 07 de janeiro de 2021.

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