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Inflexões Éticas, de Thiago Teixeira: Um re-olhar para a unidade temática Identidade e alteridade, proposto para o Ensino Religioso na BNCC

Inflexões Éticas, de Thiago Teixeira: Um re-olhar para a unidade temática Identidade e alteridade, proposto para o Ensino Religioso na BNCC

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Procurando textos que possam subsidiar a compreensão para o Ensino Religioso na Base Nacional Comum Curricular numa das unidades temáticas desse componente curricular — Identidade e alteridade — encontrei o pequeno livro em tamanho, mas grande em reflexões, escrito por Thiago Teixeira e publicado pela Editora mineira, Senso: o Inflexões éticas.

Esse livro é um convite para que nós nos curvemos  diante do outro, daqueles que são diferentes, num contexto especialmente urbano do ser humano para dialogar com o mundo que se faz com múltiplas linguagens.

Os seis breves capítulos nos permitem um encontro que poderá ser transposto para a sala de aula, especialmente com nossos adolescentes.  Iniciado com questão da moral e das suas teias da violência, o autor nos provoca com a afirmativa que somos acometidos por uma imediata e perigosa compreensão de que os indivíduos alinhados à moral e aos bons costumes são íntegros, honrados, corretos.

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Ao longo desse texto, Thiago Teixeira nos propõe repensar sobre as regras e as normas que consideramos como efetivamente dignas e muitas vezes, de diferentes formas, nos levam a excluir aqueles que são marcados como os outros. Dessa forma, quando temos a intenção de conversar sobre Identidade e alteridade, o filtro que temos para refletir sobre esses dois termos pode não favorecer o que a alteridade e o encontro com o outro realmente significam.

Prosseguindo nessa leitura nos deparamos o capítulo A moral e o efeito perigoso de VERDADE versus a subversão necessária. Nessa seção, Thiago Teixeira  tensiona se conseguiremos promover o reconhecimento e a valorização do caráter singular e diverso do ser humano?  A moralidade torna-se uma força imediata que engessa o sujeito nos costumes e nas ações postuladas como verdades, mas que na realidade são muros instransponíveis que promovem o isolamento contrariando valores propostos em textos sagrados e em seus rituais – acolhimento, vida em plenitude. Aqui, nós podemos propor aos estudantes ao longo Unidade temática da BNCC uma análise daqueles valores supostamente intransponíveis.

No desafio da leitura deparamos com o capítulo Inflexão ética: uma perspectiva de liberdade. Nesse capítulo, a discussão suscitada afirma que a liberdade e a ética estão entrelaçadas de forma concreta e objetiva rumo aos novos pactos da humanidade que nasce,  a partir da efetiva compreensão do diferente. Essa relação emerge na vida de cada cidadão que não pode confundir liberdade com egoísmo ou mesmo como uma mera auto-satisfação. Essa Unidade da BNCC é uma possibilidade de articular diálogos na sala de rumo ao re-olhar do modo com que os que creem ou não creem enxergam o espaço que ocupam, bem como as relações a serem construídas.

Essa perspectiva se complementa no quarto capítulo. Nele, o autor nos desafia e nos provoca sobre a importância de lutar contra os efeitos do silenciamento, através do título (NÃO) Quero ouvir a voz do outro. O que é proposto na Unidade que promove, ao longo dos nove anos do Ensino Fundamental, é que docentes e discentes possam,  por meio da identificação e do respeito às semelhanças e diferenças entre o eu (subjetividade) e os outros (alteridades), ouvir – enxergar – acolher sem omitir, mas participando de uma coletividade que poderá transformar em uma comunidade.

Para finalizar esse sobrevoo pela obra em questão, apresento os capítulos Os enganos da imagem autocentrada e a Importância de uma ética da diferença. Eu os verifico como dois lados de uma mesma moeda, pois a ética como o lugar da reflexão sobre os costumes e valores é parte indispensável na reflexão sobre a diferença que impulsiona a um olhar enganoso de uma imagem autocentrada. Esse movimento irrefletido pode conduzir o outro ao isolamento e à exclusão. A compreensão dos símbolos e significados expressos na relação entre a imanência e a transcendência somente é possível quando escapamos dos enganos da imagem autocentrada e nos permitimos ser afetados pelos que nos escapa.

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Esses seis capítulos podem nos permitir olhar de outro modo para o que é chamado de Identidade e alteridade. Eles nos levam à desconstrução, ao menos para que cada docente possa fazer diferença junto a estas novas gerações, para ressignificar os sentidos do diálogo e da valorização do contraste entre o que é considerado legitimo e o que está sendo banido, excluído ao longo de um componente curricular às portas da terceira década de um século que se inicia.

Ler o livro Inflexões éticas, de Thiago Teixeira, faz com que nós estabeleçamos um re-olhar e nos permitamos ressignificar as nossas percepções sobre os valores, sobre nós mesmos e sobre as nossas relações com os outros. Acreditamos que nesse movimento de reorientação e de subversão poderemos, de fato, estabelecer uma proposta para o Ensino Religioso. Esperamos que essa obra lance luz sobre essa nova perspectiva e que possamos fazer a diferença no espaço denominado escola.

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