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Afinal, nós temos um sonho: deixa o Erê viver.

Afinal, nós temos um sonho: deixa o Erê viver.

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Vivemos em uma época repleta de manifestações e expressões culturais negroafricanas e brasileiras como a Capoeira, o Samba, o Reggae, o Soul, o Rap e o Hip Hop; os territórios sagrados do Candomblé e da Umbanda, do Congado e dos devotos de Nossa Senhora do Rosário; além de muitas outras da matriz cultural africana dos povos Bantus, como os quilombos. Infelizmente estas manifestações são, muitas vezes, denominadas superficialmente como cultura popular, com o objetivo de esvaziar e folclorizar seus conteúdos culturais e organizativos de referência negroafricana que produzem um sentido para a existência e a vida do povo negro no Brasil.

É a partir dessa referência visceral da cultura negra que o projeto “Nós temos um sonho” idealizado pela cantora Lu Daiola lançou o videoclipe “Deixa o Erê Viver” e com isso amplificar uma campanha de sensibilização contra o genocídio da juventude negra e o extermínio por armas de fogo, nas redes sociais.

Fomos intensamente perseguidos no passado e hoje este processo continua. A cultura negra, nossos artistas e nossa juventude negra resistem. Estão na contramão da desvalorização e da marginalização e buscam incessantemente o reconhecimento e dignidade na sociedade brasileira. Nossa cultura constitui-se no processo vital de construção da nossa identidade étnico-racial e da identidade nacional de todos nós brasileiros.

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A cultura negroafricana é, em si mesma, uma ética, por que se constitui na experiência coletiva dos negros e negras e integra nossa dinâmica civilizatória  sempre orientada para a vida e para a defesa da liberdade. A base fundadora da cultura negra é a solidariedade que move artistas, religiosos, intelectuais e militantes negros para a defesa da vida da juventude. Afinal, a juventude negra quer viver e “nós temos um sonho: deixa o Erê viver”.

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