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A importância do planejamento escolar: bom para o aluno, excelente para o (a) professor (a)!

A importância do planejamento escolar: bom para o aluno, excelente para o (a) professor (a)!

Pensar no retorno as aulas, seja ele no formato remoto ou presencial, consiste em pensar, também, a importância do planejamento escolar.

Nós, da Revista Senso, disponibilizamos para os docentes do ensino religioso planos de aulas da disciplina. Nosso objetivo é proporcionar propostas flexíveis, tendo como base as Ciências da Religião, disciplina que orienta nossas atividades e reflexão epistemológica. Nosso intuito é auxiliar professores e professoras no processo de construção do conhecimento em prol da disciplina e aprendizagem dos estudantes.

Nesse breve texto meu objetivo é refletir sobre a importância do planejamento escolar, para além da disciplina do ensino religioso. Decerto, a discussão sobre essa temática não é novidade no cenário educacional brasileiro. Ainda assim, como coordenadora pedagógica e professora me proponho a refletir sobre esse importante instrumento pedagógico.

Parto do pressuposto de que o planejamento de aula refere-se ao plano de ação docente. Ou seja, o planejamento de aula consiste na reflexão sobre as habilidades a serem desenvolvidas, os objetivos a serem alcançados, o conteúdo que será ministrado, a metodologia, e claro, sobre o tempo e espaço no qual a aprendizagem se dará. Por isso, devemos considerar as características especificas da turma, o nível de desenvolvimento dos estudantes, os conhecimentos prévios e a avaliação. Sendo assim, o planejamento de aula tem por objetivo retratar a forma com a qual o (a) professor (a) conduzirá a aula a fim de consolidar a aprendizagem dos estudantes em torno do objeto de conhecimento referente a disciplina. Ou seja, o planejamento é um instrumento pedagógico que permite a organização metodológica do conteúdo a ser desenvolvido em sala de aula.

Dessa forma, considero o plano de aula um importante instrumento pedagógico docente. Além disso, é de suma importância destacar que a coordenação pedagógica, em várias ocasiões,  utiliza também desse instrumento para compreender as necessidades dos docentes e discentes, de modo que o planejamento pedagógico escolar do pedagogo (a) colabore ativamente com o planejamento docente, compartilhando objetivos e traçando rotas e metas.

Planejar consiste em prever e decidir sobre o que pretendemos realizar; o que vamos fazer; como vamos fazer e o que e como devemos analisar a situação a fim de verificar se o que pretendemos foi atingido. Nesse sentido, destaco que os aspectos a seguir podem ser compreendidos como indicadores para se pensar a rota da criação do planejamento, pois auxiliam a construção na medida que propõe a reflexão de eixos.

São eles:

  • Características dos alunos;
  • Objetivos;
  • Conteúdo/ objeto do conhecimento;
  • Competências e habilidades;
  • Métodos e procedimentos que deverão ser desenvolvidos para melhor compreensão, assimilação, organização e fixação do conteúdo;
  • Recursos e materiais que serão utilizados;
  • Avaliação e verificação da aprendizagem;
  • Bibliografia básica;

A partir desses aspectos, penso que o ideal é que o planejamento não seja um instrumento rígido, um fim em si mesmo. Uma vez que considero relevante pensar que a partir do exposto acima a compreensão baseia na ideia de um instrumento flexível com ar de previsibilidade, pois dessa forma o professor (a) terá controle da rota, tendo em vista o seu objetivo, mas passível de imprevistos. Afinal, a sala de aula é um espaço dinâmico.

Através do planejamento, no pós-aula é possível refletir sobre quais ações deram certo e quais não deram, adequando novas estratégias ao plano cotidiano futuro e readequando as práticas e as fortalecendo também. Nessa perspectiva, desenvolver um plano de aprendizagem que faça proposições de intervenções e projetos pedagógicos de acordo com as necessidades identificadas nas turmas e na instituição escolar, tendo em vista os resultados internos e externos se faz necessário,  pois, com vistas à melhoria da aprendizagem refletida e analisada nas avaliações externas e internas durante o período (que faz menção ao tempo anterior e vigente) se faz emergente e necessário repensar nossa prática docente diante dos processos de ensino-aprendizagem escolar.

Espera-se que cada professor (a) seja um investigador e que construa estratégias que lhe permitam conhecer os estudantes, de forma que possamos todos, enquanto Equipe pedagógica, acolher o estudante oferecendo atividades interessantes e significativas durante a rotina.

Para tanto, pensar em um plano de curso que sistematize as considerações que tecemos nesse texto e que esteja em consonância ao propósito da instituição na qual temos a oportunidade de transpor nossos conhecimentos, em prol da oferta de uma educação de qualidade, pressupõe considerar o estudante como ser integral, os valores e objetivos que são próprios da instituição e também aquela que trazemos em nossa identidade pedagógica.

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Sabemos que a situação atual da educação brasileira, quiçá mundial, demanda esforço e um exercício de autocompreensão contínuo. Sendo assim, é preciso suscitar em nós, educadores, o olhar atento que nos permita entender as partes e equilibrar o todo.

Um plano de aula bem elaborado é uma peça fundamental para o sucesso do trabalho docente, dentre tantos pontos positivos destaco:  é bom para o aluno e é excelente para o (a) professor (a)!

No mais, desejo a todas as Comunidades Escolares um excelente ano letivo! Coragem, força!


Referências

CANDAU, V.M. ; LELIS, I.A. A relação Teoria-Prática na formação do educador. Rumo a uma Nova Didática. 10 ed. Petrópolis: Vozes. 1999. p.56-72.
CASTRO, Amélia Domingues de. Didática para escola de 1º e 2º graus. 9ª ed. São Paulo: Pioneira, 1987.
DALMAS, Ângelo. Planejamento participativo na escola. 1ª ed. Rio de Janeiro: Editora Vozes, 2003.
GANDIN, Danilo. Planejamento como prática educativa. 13ª ed. São Paulo: Editora Loyola, 1983.