Moro e Dallagnol: A oração do justo valerá em seus efeitos?

Moro e Dallagnol: A oração do justo valerá em seus efeitos?
27 de junho de 2019 Nelson Lellis

Moro e Dallagnol: A oração do justo valerá em seus efeitos?

Nelson Lellis

MARCELO CAMARGO E FABIO R. POZZEBOM/ABR

HIPÓTESE

Como Moro e Dallagnol poderão sair dessa? Alguém poderá responder: “Só Deus”. Pois é… talvez seja a ele a quem estejam apelando neste momento. A viagem aos EUA pode demonstrar muito mais do que nossos olhos podem ver.

Dallagnol foi chamado em 2017 pelo pastor André Valadão, da igreja Lagoinha, para falar da operação Lava-Jato. Muitos membros saíram da igreja durante a sua fala, o que gerou desconforto. A igreja tem mantido, através de discursos na rede e nos púlpitos, defesa em relação aos atores da operação e do governo atual. 


Pois bem… Moro e Dallganol foram aos EUA… agenda do ministro fora parcialmente divulgada no dia 6 de junho. Curiosamente, a igreja da Lagoinha lançou um vídeo de 4’28” com a co-fundadora Generals International, Cindy Jacobs, falando em inglês, convocando a igreja brasileira à uma campanha de 21 dias de oração contra a corrupção. 


Na abertura do vídeo aparecem as imagens: 

– “Convocação nacional: Ore pelo Brasil – 21 dias de jejum e clamor (25 de junho – 15 de julho)”
– “Vamos orar na rua: 13 de julho”
– “Dia nacional: Oração e Jejum – 14 de julho reuniões nos templos”
– “Convocação nacional: 12 horas de oração – 15 de julho em Brasília-DF” (este último com o fundo da bandeira nacional)

Todas as ações legitimadas através dos textos bíblicos de Joel 1,14 e 2 Crônicas 7,14.

A data que inicia a campanha é estratégica: onde o STF julgaria o HC de Lula e que Glenn compareceria à Comissão de DH e Minorias para responder questões sobre vazamentos de conversas entre Moro e Dallagnol em relação ao processo do ex-presidente Lula.

Cindy Jacobs foi a mesma que “profetizou” em outubro de 2018, diante de várias lideranças evangélicas do país, que eleição de Bolsonaro traria “prosperidade ao Brasil”.

No dia 25, na comissão, a deputada Carla Zambelli (PSL) desafiou Glenn a mostrar os áudios que comprometeriam o partidarismo de Moro e parte da operação Lava-Jato. O jornalista disse que isto seria feito com responsabilidade e que ela se arrependeria de ter pedido tal prova.

Talvez, muitos destes cristãos evangélicos que oram para que a corrupção seja exposta no país ouçam de Deus: “vocês se arrependerão por terem pedido isso”.

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