Os direitos humanos são de todos os humanos

Os direitos humanos são de todos os humanos
1 de fevereiro de 2018 Sandson Rotterdan

Os direitos humanos são de todos os humanos

Elaborado pelo Prof. Sandson Rotterdan

Classificação: Ensino Fundamental I

© Sarah T

Justificativa

A declaração universal dos Direitos Humanos foi uma grande conquista da humanidade após a barbárie das duas grandes guerras do século XX. No entanto, no limiar do século XXI ainda presenciamos grandes violações dos direitos humanos ou mesmo os condicionamos como sendo direito de apenas uma parcela da sociedade. Assim, é de fundamental importância, que, desde a infância, se desenvolva um senso de humanidade nas crianças, de maneira que elas reconheçam que o outro humano, independentemente de quaisquer qualificações, é um sujeito de direitos e que, a violação do direito de um é a violação dos direitos de todos.

Objetivos

  • Reconhecer que todos os seres humanos são sujeitos de direitos;
  • Demonstrar como as religiões afirmam a igualdade entre as pessoas;
  • Reconhecer o papel dos cidadãos e do Estado na efetivação dos direitos humanos.

Metodologia

O educador pode começar a aula mostrando imagens de crianças em situações que são antagônicas entre si e pedir que as crianças observem bem as imagens: crianças em uma escola com boa estrutura e crianças em uma escola precária; crianças brincando e crianças trabalhando; crianças em suas casas e crianças morando nas ruas. Caso o educador prefira, pode levar as crianças a outra experiência vivencial. Pode levar chocolates para a sala de aula e oferecer somente a crianças que tenham tirado nota acima de 90% na aula anterior. Aqui é importante ouvir as impressões das crianças sobre essas contradições. Perguntar a elas por que algumas crianças têm acesso a coisas boas e outras não; perguntar (caso o educador opte pelos chocolates) como elas se sentiram não tendo acesso ao doce. Perguntar a elas se acham justo que algumas crianças tenham acesso a escola, moradia, alimento e outras não. E mesmo se acham justo que, somente quem tenha tirado nota 90% tenha direito a ganhar os chocolates. Refletir com as crianças: o que faz com que achem injusto (aqui pressuponho que a maioria achará injusto). Refletir com as crianças o que nos faz iguais, que é o fato de sermos seres humanos.

O professor aqui pode recorrer às tradições religiosas onde essas afirmam a igualdade entre seres humanos.

Pode-se anotar no quadro o pequeno registro: “Por que somos seres humanos, todos nós temos direitos”.

Neste momento, pode-se mostrar às crianças textos das tradições religiosas que afirmam a igualdade entre as pessoas.

Da Tradição Judaico-cristã pode-se usar Lv 19,33, que trata da igualdade do estrangeiro e a parábola do Bom Samaritano (Lc 10,25-37).

Da Tradição Espírita, pode-se usar a questões 877,878,879, do Livro dos Espíritos, onde se afirma a igualdade de direitos entre as pessoas.

Da Tradição Islâmica, pode-se tomar o texto da Surata 49:13, onde se afirma a necessidade do reconhecimento dos diversos povos.

A partir dessa demonstração de que as religiões reconhecem a igualdade entre as pessoas, fundamento dos Direitos Humanos, e que afirmam o dever de cada pessoa para que os direitos dos outros sejam cumpridos, questionar a cada criança o papel de cada pessoa para a efetivação dos direitos dos outros. Pedir a elas que anotem no caderno, quais atitudes cada uma delas pode ter para se respeitar os direitos humanos. Após ouvir os alunos, e fazer uma síntese geral, pedir a eles, em grupos, que façam cartazes com essas atitudes e que possam ser espalhados pelo colégio.