Axé: Tolerância? Respeito!

Axé: Tolerância? Respeito!
29 de maio de 2017 Sandson Rotterdan

Axé: Tolerância? Respeito!

Elaborado pelo Prof. Sandson Rotterdan

Classificação: Ensino Fundamental II e Médio

© Fernanda Scherer

Justificativa

Em nossa sociedade, na maioria dos casos de intolerância religiosa, as vítimas são as religiões de matriz africana. Diante deste cenário e de uma educação voltada para a afirmação dos Direitos Humanos Fundamentais, é de extrema necessidade trazer para o centro do debate na sala de aula a “intolerância religiosa”.

O esquema de aula abaixo foi usado/testado em aula do Ensino Fundamental II com resultado bastante positivo. O educador deve ter perspicácia de ouvir os estudantes de lhes instigar e ver a realidade e identificar as micro e macro intolerâncias.

Objetivo

Analisar a importância do respeito entre as pessoas de religiões diferentes no convívio social.

Metodologia

Comece perguntando aos educandos: Vivemos em um país democrático? Somos livres para viver nossa religião? Vocês conhecem algum caso de intolerância religiosa?

Quando o papo deixar a turma bastante motivada o educador exibe o vídeo da jovem Anamari.

Exibir o vídeo: Poesia sobre intolerância religiosa!

Texto do vídeo:

Quatro pontos tem a minha religião
faço deles a minha filosofia e faço deles a minha ação
viva, creia, ame e faça,
essa também é minha oração,
viva sua filosofia, ame a sua arte,
creia na sua religião e faça a sua parte,
mas não use sua religião pra tentar reprimir o outro,
somos sete bilhões de mentes no mundo e
querer que todo mundo creia na mesma coisa é no mínimo papo de louco.
Eu respeito todos que tem fé,
eu respeito todos que não há tem,
eu respeito que crê em um Deus,
eu respeito que não crê em ninguém.
eu gosto de que tem fé no verso,
eu gosto de quem tem fé em si mesmo,
eu gosto de quem tem fé no universo,
e eu gosto dos que anda a esmo.
um abraço pra quem é da ciência,
um abraço pra quem é de Deus,
um abraço pra quem é da arte,
e um abraço pra quem é ateu.
axé pra quem é de axé, amém pra quem é de amém,
blessed pra quem é de magia,
e amor pra quem é do bem.
intolerância religiosa é a própria contradição,
religião vem do latim religare que significa união,
então pare de dividir o mundo entre os que vão e os que não vão para o paraíso,
o nosso mundo tá doente em tudo enquanto nos perdemos tempo brigando por isso,
ao invés de dividir as religiões entre as que são do mal e as que são do bem,
que tal botar sua ideologia no bolso e ajudar aquele moço que de frio morre na rua desamparado e sem ninguém,
os grandes mestres já disseram que precisamos de união, então porque não fazer do respeito também uma religião.

Após a exibição, colocar no quadro dados sobre a pertença religiosa no Brasil

Cristãos: 86,79%

Religiosidades afro: 0,31%

Fonte: IBGE, 2010

  • De abril de 2012 a agosto de 2015, 71% das denúncias de intolerância religiosa as vítimas eram de religiões afrobrasileiras no Rio de janeiro

(Fonte: Centro de Promoção da Liberdade Religiosa & Direitos Humanos (CEPLIR))

Dialogar: Pedir aos alunos que escrevam no caderno as respostas às questões:

  • DESCREVA como o cristianismo chegou ao Brasil?
  • DESCREVA como as religiões afro chegaram ao Brasil?
  • Relacionar os dados. O que eles querem dizer?
  • Qual a solução o vídeo apresenta?

É fundamental aqui ouvir as impressões dos al

unos e perceber o quanto eles dominam do assunto. As perguntas são para motivar o debate. O educador deve estar atento aos educandos para estimulá-los a participar do debate, que não pode parecer uma correção de exercícios.

Como fundamentação para a aula, pode-se usar o texto  “Tolerância? Respeito!”, que está na página 10 desta edição.

Como síntese final, pode-se usar o texto abaixo.

Registro

No Brasil existe uma maioria da população que é cristã, religião que aqui chegou com os colonizadores. As religiões de matriz africana, que chegaram com os negros escravizados, são as que mais sofrem com a intolerância. É necessário respeitar o direito de liberdade religiosa que as pessoas têm. Um caminho é a vivência da alteridade.